terça-feira, 21 de julho de 2015

Mar de estrelas

Um olhar de soslaio para o céu
Meus olhos perdem-se na finitude do indescritível
Minha razão pergunta: Será que Deus hoje me enganas?

Lá em cima tudo estático, firme e sublime
Não teriam ainda os sofrimentos da terra subido ao céu?
Que dia então teremos novas estrelas?

O opróbio da civilização arduamente nos atinge.
Que dia então chegarão os novos líderes?
Que trarão consigo as centelhas mortas das estrelas perdidas do céu.

Então, acorda e te olha no espelho
Busca suas fotografias mais recentes
Mira tua imagem lânguida e deprimente.

Depois olha para o céu,
Vislumbra as pinturas divinas,
Esquecidas e distantes,
Por milhares de anos-luz.

Reflete então sobre a luz e a sombra
Entorpece tua mente com a bebida e dorme sem nada aspirar
Quem sabe não encontra, nos teus sonhos

A tua estrela perdida. 
Jogo da Vida

Rolem os dados do jogo da vida
Amorteça a ânsia das expectativas
A mão do destino pode ser traiçoeira
E também está sempre a jogar
Da ironia da perda sobrevém a paciência
E a inspiração para vislumbrar novas possibilidades
A roda da fortuna, incessante
Nunca para de girar.
Porém, eu, como jogador adicto
Não espero pela minha vez.
Faço do acaso a minha oportunidade
E quando ganho, faço pouco caso do ganhar.
Diga-me, seria mesmo a sorte

O contrário do azar?