Pantomima de Palavras
Queria muito preencher esta página em branco
Mas não sei por onde começar
Existe algo firme como o raciocínio e lasso como o devaneio
Que paira entre o pensamento e o ato de se expressar.
Mas não sei por onde começar
Existe algo firme como o raciocínio e lasso como o devaneio
Que paira entre o pensamento e o ato de se expressar.
Ah, se fosse fácil prescindir de meus julgamentos!
E olhar a folha e a caneta com um primeiro olhar.
Ir até o fundo da página. E desencavar...
E olhar a folha e a caneta com um primeiro olhar.
Ir até o fundo da página. E desencavar...
Achar centenas de palavras como que num eflúvio,
Para com elas não pensar.
Talvez já tivesse atingido o objetivo, até o presente momento,
Ao descobrir um novo sentimento, inexprimível e sensível,
Para com elas não pensar.
Talvez já tivesse atingido o objetivo, até o presente momento,
Ao descobrir um novo sentimento, inexprimível e sensível,
E então começar a divagar...
Pois o poeta é aquele que encontra as cores e texturas,
Para um quadro do qual não se pode pintar.
Pois o poeta é aquele que encontra as cores e texturas,
Para um quadro do qual não se pode pintar.