domingo, 22 de dezembro de 2019

O Hospital

No hospital,
O Anjos da Noite vêm de branco,
Escutar bem de perto, com o estetoscópio ,
O grunhir do pranto.

Doutores da dor, preconizam a morte:
E enfermeiros velam os doentes,
À deriva de qualquer sorte.

No mesmo lugar donde chega-se ao mundo
Pode-se ver de camarote, o fim de tudo.

O sangue vermelho jorra,
Nas veias de um corpo desnudo.
O coração desfolegado bate,
Cansado e imundo.

Lá,
Tanto o homem novo quanto o velho,
São mortais e deletérios,
Liquefazem-se como água,
Transformam-se em ossos etéreos.

No corredor,
Um barulho de máquina e de gemidos,
Sussurram como uma boca cálida,
Bem ao pé do ouvido.

Esperando, no quarto tedioso,
Paciente da enfermidade
Vislumbrando o horroroso
Para conhecer minha quididade.
(Anos-luz se passam...)

O hospital,
É um lugar transitório
Entre o vivo e o peremptório.
De nenhum modo satisfatório
Contudo, um lugar meio-termo entre a vida e a morte
Não seria o próprio purgatório?