Paralelismo psicofísico
Eu sou o que sou,
Sou também onde estou,
E quando saio, sou o que ficou.
Nas lembranças alheias,
Tudo aquilo que restou.
Sou também onde estou,
E quando saio, sou o que ficou.
Nas lembranças alheias,
Tudo aquilo que restou.
Não sou minhas pernas,
Mas preciso delas para andar.
Não sou meus braços,
Mas sem eles iria me afogar.
Não sou meu cérebro,
Mas preciso dele para duvidar.
Mas preciso delas para andar.
Não sou meus braços,
Mas sem eles iria me afogar.
Não sou meu cérebro,
Mas preciso dele para duvidar.
Sou parte de meu escrutínio,
E sem silogismo, não raciocínio.
Não sou tudo o que eu penso.
Mas tudo que penso, sinto.
E sem silogismo, não raciocínio.
Não sou tudo o que eu penso.
Mas tudo que penso, sinto.
Sou apenas um refugiado,
No covil mental em forma de labirinto.
Porque neste paralelismo psicofísico,
Sou corpo mais mente, advindo.
No covil mental em forma de labirinto.
Porque neste paralelismo psicofísico,
Sou corpo mais mente, advindo.
Um entre alguns,
Só e somente só,
Mas nunca nenhum.
Dividido entre a carne e o pensamento,
Tragando palavras no relento,
Faço da dádiva do verbo o meu ensinamento
Para buscar neste louco paralelismo,
O meu insano discernimento.
Só e somente só,
Mas nunca nenhum.
Dividido entre a carne e o pensamento,
Tragando palavras no relento,
Faço da dádiva do verbo o meu ensinamento
Para buscar neste louco paralelismo,
O meu insano discernimento.
Paulo Santucci