Admoestação
Eu sou subentendido
o que eu falo é implícito para a cabeça
e explícito para o coração.
Na minha boca não cabe um siso
por causa de tudo aquilo que eu repito
e que já sei de antemão.
Todavia, não ando em círculos
mas também não ando reto
no caminho que me leva a razão.
No passado eu procuro,
tudo aquilo que foi perdido
e que no presente não encontro,
talvez por falta de coesão.
Todavia carrego comigo,
e, conquanto, trago escrito
na palma de minha mão.
Talvez sejam os versos não-escritos
que sibilam na língua mal dita,
do pensador arrependido
por não ter ouvido sua própria admoestação.
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