Tolo sem ouro
Perscrutando horizontes longínquos,
Buscando brumas bem de perto do fim do abismo.
Ele devaneia e não pensa consigo,
E busca na mão que o derruba um amparo amigo
Buscando brumas bem de perto do fim do abismo.
Ele devaneia e não pensa consigo,
E busca na mão que o derruba um amparo amigo
Sozinho, gravita no universo de seu umbigo.
Suas questões paradoxais são falácias que imprimem a face de seu histo,
Suas questões paradoxais são falácias que imprimem a face de seu histo,
A cada esquina da rua, acende um cigarro e traga seu suspiro,
Busca em milhares de palavras uma desculpa para o seu ceticismo
E vai ao terapeuta para ouvir a si mesmo, com devido escrutínio,
Que sua anedonia está lhe afetando o raciocínio
Mas a palavra não cala, irrompe no córtex cerebral
Emerge em forma de atos falhos, cismas e comportamento animal
Emerge em forma de atos falhos, cismas e comportamento animal
Com Cronos e Tânatos, ele corre contra o tempo
Disputando com um parceiro desleal,
Seu algoz ego ferido, àquele que atinou contra seu maior ideal:
Viver uma vida feliz, como todos os outros vivem
E como um tolo sem ouro ele resfolega e sobrevive.
Mais alguns dias...
Pois na vida só a morte é que persiste.
Paulo Santucci