A lógica do irracional
Deparei-me com uma questão colossal,
O que subjaz à alma humana neste mundo infernal?
O que subjaz à alma humana neste mundo infernal?
Nos dias de hoje, anjos choram e demônios cantam,
E o homem fleumático procura conhecer a si mesmo, no entanto.
E o homem fleumático procura conhecer a si mesmo, no entanto.
O gozo da vida é a busca final para muitos,
Que, cegos da mente, vâo ao encontro de seus próprios
augúrios.
Que, cegos da mente, vâo ao encontro de seus próprios
augúrios.
Perfilam-se em linhas horizontais na fila dos bancos,
Para assinar o contra-cheque de seus próprios desencantos.
Para assinar o contra-cheque de seus próprios desencantos.
O homem racional esmorece com seus próprios anseios,
E ao dormir à noite, sonha com seus próprios devaneios.
E ao dormir à noite, sonha com seus próprios devaneios.
A luta é contínua, a marcha é rítmica,
E o homem continua em frente com sua bronquite, asma e arritmia cardíaca.
E o homem continua em frente com sua bronquite, asma e arritmia cardíaca.
Não há tempo para o Belo, nem para o Sublime,
E o espelho da contradição é a televisão, que a noite, ele assiste.
E o espelho da contradição é a televisão, que a noite, ele assiste.
Trocaram os valores, não há mais xis sobre ípsilon,
A álgebra da vida mundana é feita para formular em sentenças, a penúria do impossível.
A álgebra da vida mundana é feita para formular em sentenças, a penúria do impossível.
O sonho mudou: ganhou novos limites,
Agora serve para aceitar tudo aquilo que a razão não admite.
Agora serve para aceitar tudo aquilo que a razão não admite.
Pela manhã, um hiato para pensar entre a xícara de café e o cotidiano papel de jornal
A bebida desce com gosto de pressa, e também de confusão
E durante o dia, o homem inconscientemente responde a si mesmo, com tímida satisfação,
E durante o dia, o homem inconscientemente responde a si mesmo, com tímida satisfação,
Mil perguntas que não calam (e que não ouve); certamente um dia, à certa idade, virão.
E saciando a si mesmo, o homem segue sem perceber a óbvia contradição,
E a pergunta que não cala, deveras abissal:
Para viver neste mundo, seria então necessário
Abrir a mão e deixar viver o pássaro
Ou então escrutinar (com afinco),
A lógica do irracional?
E a pergunta que não cala, deveras abissal:
Para viver neste mundo, seria então necessário
Abrir a mão e deixar viver o pássaro
Ou então escrutinar (com afinco),
A lógica do irracional?
Paulo Santucci
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