O Mar
Ò mar que me engole por dentro,
Quanto mais bebo mais fico sedento,
Ficando só e ao relento,
De um incognoscível sentimento.
Paixões furtivas
Sopram como brisas,
E a pele até arrepia,
Ao proteger o inviolável (feito de carne) monumento.
Transcendendo as sombras,
Para com a visão alcançar,
O que jaz além da meditação mundana,
E assim ver-me afogado em outro mar.
Som que reverbera do ego,
Para o silêncio é um tenebroso eco,
Da voz sufocada,
Pelas mãos que tentam o verbo, sinalizar.
Labirintos de palavras e frases,
Algazarra de som, semântica e sintaxe,
Pelo vão da alma,
Um novo código a se expressar.
E, contento, sou,
Porque sei de meu ser um pouco.
Cá e lá, e aonde estou
Se falo mais de mim já fico rouco.
E assim,
Iconoclasta dos filósofos antigos,
Sou aquele que se joga ao rio,
Para flutuar no mar.
Paulo Santucci
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