segunda-feira, 9 de setembro de 2019


A Dor
Parcas cargas d'água
De um rio que secou
Dentro da garganta não há lágrimas
Para um sentimento que o peito arrebatou
Dizer-se á que o choro preenche o tempo
Mas o que fazer depois que já se chorou?
Implora-se e pede ao vento
Pra trazer o que não se buscou.
Contetar-se à com o contentamento
A Distração para abstrair o tempo
Ó Sombra que me sevre de alento
Desce sobre mim,
Refúgio meu do isolamento.
Pois ainda paira
Entre a felicidade e mim,
O sofrimento.
                                                                      Paulo Santucci

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