sexta-feira, 27 de setembro de 2019

Cotidiano
Cotidiano é o inferno urbano,
Estamos presos á uma bola de ferro chamado vida social.
Dormimos no paraiso onírico e acordamos pedindo que nos livrem de todo o mal.
O ritmo dos sonhos é uma valsa dançada como uma bela mulher,
O ritmo da vigília é uma dança com o diabo personificado numa pessoa qualquer.
Perambulamos por labirintos, perscrutando a saída do abismo,
Buscando uma fuga ao eu, para não nos sentirmos sozinhos.
A mente é incansável, a carne é fraca.
Andar no caminho certo, para não tropeçar na vida depravada!
Quanto tempo temos de vida, quanto tempo temos de morte?
Utlizemos então nossos métodos racionais, para não ficarmos à deriva de qualquer sorte.
Deveríamos então, andar de mãos dadas com a loucura e a sanidade,
E buscar fazer o bem, e evitar toda a maldade?
Melhor recorrer aos santos, da paciência eles se fizeram mistereres.
Talvez seja melhor viver a vida corrida, e evitar ser triste.
O relógio não pára nem anda para trás,
Melhor andar no ombro dos anjos, e para longe o Satanás!
E se a solução não for o remédio, e a busca não for a cura
Que Deus se apiede de nós, mas não nos deixa sucumbir na loucura!
O cotidiano é implacável. Algoz, feroz, inextrincável.
Viver já é uma proeza, algo sublime e admirável.
Lidar com o Ser, buscar as notas certas da harmonia,
Criar uma canção nova, mesmo que seja de melancolia.
Viver é viver, não tem meio termo.
Procurar-se-á o saber para não padecer enfermo.
E assim se passam os dias, e voam as páginas dos calendários,
E qual juiz julgaria o que fizemos desse tempo?
Nesse caso ainda somos reús primários.
Paulo Santucci

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