Cotidiano
Cotidiano é o inferno urbano,
Estamos presos á uma bola de ferro chamado vida social.
Dormimos no paraiso onírico e acordamos pedindo que nos livrem de todo o mal.
Estamos presos á uma bola de ferro chamado vida social.
Dormimos no paraiso onírico e acordamos pedindo que nos livrem de todo o mal.
O ritmo dos sonhos é uma valsa dançada como uma bela mulher,
O ritmo da vigília é uma dança com o diabo personificado numa pessoa qualquer.
O ritmo da vigília é uma dança com o diabo personificado numa pessoa qualquer.
Perambulamos por labirintos, perscrutando a saída do abismo,
Buscando uma fuga ao eu, para não nos sentirmos sozinhos.
Buscando uma fuga ao eu, para não nos sentirmos sozinhos.
A mente é incansável, a carne é fraca.
Andar no caminho certo, para não tropeçar na vida depravada!
Andar no caminho certo, para não tropeçar na vida depravada!
Quanto tempo temos de vida, quanto tempo temos de morte?
Utlizemos então nossos métodos racionais, para não ficarmos à deriva de qualquer sorte.
Utlizemos então nossos métodos racionais, para não ficarmos à deriva de qualquer sorte.
Deveríamos então, andar de mãos dadas com a loucura e a sanidade,
E buscar fazer o bem, e evitar toda a maldade?
E buscar fazer o bem, e evitar toda a maldade?
Melhor recorrer aos santos, da paciência eles se fizeram mistereres.
Talvez seja melhor viver a vida corrida, e evitar ser triste.
Talvez seja melhor viver a vida corrida, e evitar ser triste.
O relógio não pára nem anda para trás,
Melhor andar no ombro dos anjos, e para longe o Satanás!
E se a solução não for o remédio, e a busca não for a cura
Que Deus se apiede de nós, mas não nos deixa sucumbir na loucura!
Melhor andar no ombro dos anjos, e para longe o Satanás!
E se a solução não for o remédio, e a busca não for a cura
Que Deus se apiede de nós, mas não nos deixa sucumbir na loucura!
O cotidiano é implacável. Algoz, feroz, inextrincável.
Viver já é uma proeza, algo sublime e admirável.
Viver já é uma proeza, algo sublime e admirável.
Lidar com o Ser, buscar as notas certas da harmonia,
Criar uma canção nova, mesmo que seja de melancolia.
Criar uma canção nova, mesmo que seja de melancolia.
Viver é viver, não tem meio termo.
Procurar-se-á o saber para não padecer enfermo.
Procurar-se-á o saber para não padecer enfermo.
E assim se passam os dias, e voam as páginas dos calendários,
E qual juiz julgaria o que fizemos desse tempo?
Nesse caso ainda somos reús primários.
E qual juiz julgaria o que fizemos desse tempo?
Nesse caso ainda somos reús primários.
Paulo Santucci
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