A musa
Os instintos urgem,
A boca cala.,
A mente aquiesce.
A boca cala.,
A mente aquiesce.
Era dia. Apagou-se a tarde.
Agora anoitece.
Agora anoitece.
A noite é uma devassa,
De saia curta.
E eu me ponho a encontrá-la,
Em qualquer rua escura.
De saia curta.
E eu me ponho a encontrá-la,
Em qualquer rua escura.
A noite é uma Musa,
Que inspira os passantes.
Que pelo caminho torto da vida,
Beijam suas amantes.
Que inspira os passantes.
Que pelo caminho torto da vida,
Beijam suas amantes.
O luar é seu holofote,
Sombrio, túrgido.
O convite é seu decote,
Para um beijo obscuro.
Sombrio, túrgido.
O convite é seu decote,
Para um beijo obscuro.
A musa inspira, a musa enlouquece.
Inebria os poetas com seus versos em vestes.
E enquanto tenta se recuperar o senso de decência,
A musa os enlouquece com pensamentos de concupiscência
.
Seu andar capta olhares,
Imagem são gravadas nas retinas hipnotizadas,
De homens que de covarde não tentam conquistá-la,
Mas se contentam em vê-la de mini-saia.
Inebria os poetas com seus versos em vestes.
E enquanto tenta se recuperar o senso de decência,
A musa os enlouquece com pensamentos de concupiscência
.
Seu andar capta olhares,
Imagem são gravadas nas retinas hipnotizadas,
De homens que de covarde não tentam conquistá-la,
Mas se contentam em vê-la de mini-saia.
Ela dança, gira, rodopia
É o carnaval de uma pessoa só na avenida
A musa inspira, mas também enlouquece,
(Aqueles que tentam vê-la por debaixo de suas vestes)
É o carnaval de uma pessoa só na avenida
A musa inspira, mas também enlouquece,
(Aqueles que tentam vê-la por debaixo de suas vestes)
A musa inspira, e o homem suspira
Sai derrotado no combate das suas paixões
Solitário em casa, não pensa noutra coisa senão na próxima sexta-feira
Pensa somente em vencer o medo e as próprias tentações.
A musa tem sua razão de ser,
Sai derrotado no combate das suas paixões
Solitário em casa, não pensa noutra coisa senão na próxima sexta-feira
Pensa somente em vencer o medo e as próprias tentações.
A musa tem sua razão de ser,
Seu corpo composto por versos, da sensualidade fez seu poder.
E o homem que a queria ter em seus braços
Da bebida amarga guarda o gosto embriagado,
Todavia, não se admite derrotado.
E o homem que a queria ter em seus braços
Da bebida amarga guarda o gosto embriagado,
Todavia, não se admite derrotado.
E a cada sexta-feira
Põe-se então numa nova empreitada
De rever a sua musa, tão almejada
(Amada, odiada e cobiçada)
Fazendo inveja a própria Vênus
Ao desfilar na rua de mina-saia.
Põe-se então numa nova empreitada
De rever a sua musa, tão almejada
(Amada, odiada e cobiçada)
Fazendo inveja a própria Vênus
Ao desfilar na rua de mina-saia.
Paulo Santucci
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