Retidão
Faz tempo que não
há nada de novo no céu
A escuridão pegou
emprestado o horizonte para si
E a lua, tímida,
trepidante...
Agora oscila.
Mas ainda aparece
para brilhar
Assim, à noite,
quando caminho
Espero ouvir do
vento meus murmúrios escondidos,
A noite alisa os
meus cabelos com o seu soprar
E quando expiro,
sopro de volta meus silenciosos tormentos.
As marés
enraivecidas do mar de Copacabana,
Tentam tirar minha
atenção com o estalar de suas ondas
Oh, afasta-se de
mim Oceano
Pois hoje quero
permanecer só.
Na companhia de
minha retidão.
Paulo Santucci
Nenhum comentário:
Postar um comentário