segunda-feira, 9 de setembro de 2019


Retidão

Faz tempo que não há nada de novo no céu
A escuridão pegou emprestado o horizonte para si
E a lua, tímida, trepidante...
Agora oscila.
Mas ainda aparece para brilhar
Assim, à noite, quando caminho
Espero ouvir do vento meus murmúrios escondidos,
A noite alisa os meus cabelos com o seu soprar
E quando expiro, sopro de volta meus silenciosos tormentos.
As marés enraivecidas do mar de Copacabana,
Tentam tirar minha atenção com o estalar de suas ondas                         
Oh, afasta-se de mim Oceano
Pois hoje quero permanecer só.
Na companhia de minha retidão.
                                                         Paulo Santucci

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